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sábado, 28 de setembro de 2013

O CRISTÃO EM RELAÇÃO AO MUNDO

O CRISTÃO EM RELAÇÃO AO MUNDO


Alguns amigos uma vez me perguntaram: "Eu cri em Jesus Cristo e recebi o perdão de pecados mediante Sua redenção. Agora que sou salvo, qual deve ser minha atitude para com meu país, para com a sociedade e com relação aos problemas internacionais? Eu deveria ter uma atitude passiva e fechar os ouvidos para tudo ou deveria participar ativamente na solução de todos os problemas?”.
Tenho de admitir que essa não é uma questão fácil de responder. Isso é algo muito complexo. Não podemos respon­der a essa pergunta com duas ou três frases. Entretanto, essa questão tem um relacionamento íntimo com nossa fé. Para esclarecer esse assunto, quero usar este capítulo para menci­onar resumidamente a atitude adequada que o cristão deve ter em relação aos problemas sociais e políticos.

As Duas Vindas de Cristo
Primeiramente, a Bíblia nos mostra de maneira bem clara que Cristo tem de vir duas vezes. A primeira vez já ocorreu no passado. A segunda ainda não ocorreu. Em Sua primeira vinda, Ele realizou determinadas coisas. Na segunda vinda, Ele realizará mais algumas. Esperamos que Ele venha em breve e que não tenhamos de esperar muito. Mas Ele tem Seu tempo. Cristo não é insensível para com os problemas sociais e políticos. Mas Ele tem Seu tempo.
Podemos ver, a partir da Bíblia, que em Sua primeira vinda, Ele tratou principalmente com o pecado, libertou os pecadores e dispensou a eles uma nova vida. Em Sua segunda vinda, Ele cuidará dos problemas sociais e renovará o sistema político. Nossa salvação pessoal é claramente definida em Sua primeira vinda. Nosso país, sociedade e os sistemas existentes serão eficazmente cuidados em Sua segunda vinda.

Muitos Problemas neste Mundo
Como cristãos, temos determinadas posições e atitudes referentes a questões atuais, entretanto, não estamos tentando resolver todos os problemas. A nossa esperança reside no fato  de que Cristo virá pela segunda vez e assim essas questões serão totalmente resolvidas.
Admitimos que há muitos vícios em nossa sociedade. Não podemos negar que nosso país tenha muitas necessidades. O sistema é basicamente doentio; há tantas contradições em nossa estrutura política. As tensões crescem constantemente na esfera internacional, e o futuro é sombrio. Os jovens de hoje têm uma preocupação especial com esses assuntos. Quanto mais eles ponderam nessas questões, mais ficam confusos. Por toda parte há homens inteligentes tentando resolver esses problemas. E por toda parte, pode-se encontrar ainda mais problemas. Alguns imaginam como poderá o homem sobreviver neste planeta na próxima geração. Outros estudam o impacto global da falta de alimentos. Há também a questão ambiental e de transportes. As pessoas se perguntam por que tem de haver crimes e injustiça, e por que as prisões estão sempre cheias de criminosos. Outros questionam a validade da existência de classes, de que alguns membros da sociedade sejam bem alimentados nada fazendo, enquanto outros tenham de suar o dia todo e ainda assim permanecer em profunda pobreza. Há crises por toda parte; crises entre países, crises entre raças e crises entre cores.
Admito que há problemas por toda parte. Por um lado, o homem está ocupado promulgando leis para prevenir catástrofes. Por outro lado, quanto mais leis o homem Institui, mais alastra-se a ilegalidade. Muitos problemas são atacados e defendidos com igual veemência. Alguns matam diariamente milhares de animais para satisfazer o estomago. Outros acham que é abominável maltratar até mesmo a menor criatura. Por causa de todas essas questões que se levantam em nosso mundo, há uma cadeia interminável de perguntas passando diariamente pela nossa mente.

A Atitude do Cristão
Qual deve ser nossa atitude, como cristãos, diante de todos esses problemas? Em meio a todos esses debates e argumentos, onde nós, cristãos, devemos posicionar-nos?
Primeiramente, devemos ver que Deus já preparou a solução para todos esses problemas. Ele também já estabele­ceu o momento para a sua realização; Deus está mais que claro a respeito deles. Pela Bíblia pode-se ver que ninguém está mais claro que Deus a respeito deles. Por essa razão você não precisa temer ou atormentar-se nem fazer suas propostas precipitadamente.
Quando Cristo veio pela primeira vez, Ele nos salvou individualmente. Ele não tratou com o mundo ou com seus sistemas. Ele não tocou em nenhum problema social. Sua primeira vinda foi para resolver as questões espirituais, não as materiais. Mas isso não significa que Ele as ignora. Cristo cuidará de todos esses problemas; Ele tratará de cada um de maneira cabal. Mas nossa obra e responsabilidade como cristãos é somente concentrar-nos naquilo em que Deus se concentra. Somente fazemos o que Cristo está fazendo. Esse é o nosso princípio básico.

Todos os Problemas Originam-se no Pecado
Sem dúvida, vemos muitos problemas existindo em nossa sociedade e em nosso país. Cada um deles é um grande problema. Todos exigem solução imediata. Mas temos de ver que o fator originador de todos eles é o pecado. Porque o homem caiu e ficou alienado de Deus surgiram todos esses problemas. A ordem na qual Deus opera Sua salvação é primeiramente nos salvar e resolver nosso problema de peca­do. Isso é a nossa regeneração. Depois que o homem é salvo, todos os problemas relacionados a ele, conseqüentemente, são resolvidos.

Cuidar do Interesse de Deus
Portanto, nós, os redimidos, devemos primeiramente conhecera obra de Deus e concentrar-nos em Seus interesses. O que mais inquieta a Deus é o problema do pecado. Devemos inquietar-nos também com isso. Desde que Deus se preocupa com salvação e santificação pessoal, não temos escolha a não ser dar atenção para as mesmas coisas. A solução para esses problemas é a obra de Deus hoje e deve ser a obra de todos os que pertencem a Ele. Hoje, Cristo está dispensando a vida de Deus para o homem. Nós também temos de fazer o mesmo. Essa é Sua obra e também a nossa obra.
Pelo fato de a obra ordenada por Deus para o cristão hoje ser salvar os pecadores dos pecados e dispensar a vida de Deus, não importando nossa posição, temos de fazer a obra de salvar os homens dos pecados. Quer sejamos rei ou escravos, nossa comissão é a mesma: Dispensar a vida de Deus para os outros.



Influência Indireta
Você pode saltar imediatamente em direção a mim, dizendo: "Você vai ignorar a sociedade e trair seu país? Você vai deixar de lado as coisas enquanto raças são oprimidas, nações são atormentadas e classes são exploradas?”.
Posso apenas dar uma simples resposta a isso, que é: somente devemos preocupar-nos com uma única coisa. A Bíblia mostra-nos essa única coisa. O resto não é nossa responsabilidade. Quando um homem é salvo, ele espontaneamente será benéfico à sociedade. Ele naturalmente será um patrimônio para a sua comunidade e para a nação e naturalmente não será prejudicial às pessoas nem aos animais. Não há dúvidas quanto a isso. Temos somente uma obra direta que é evangelizar os outros. O resultado disso será automaticamente um benefício para a sociedade e a nação. Entretanto, esse resultado é apenas o fruto indireto. O que nos preocupa primordialmente é o resultado espiritual, pois o físico definiti­vamente será cuidado. Quando cuidamos de indivíduos, a sociedade como um todo colherá os benefícios.

Salvar os Outros
Nosso serviço não é tratar diretamente com os problemas da nossa nação ou reorganizar nossas instituições ou revolu­cionar nosso sistema político. Não estamos aqui para resolver diretamente os problemas entre as raças. Não se pode encon­trar tais mandamentos na Bíblia. O que a Bíblia nos mostra é que devemos esforçar-nos ao máximo para salvar os outros e para resolver os problemas individuais de pecado e santificação. Quando os pecadores são salvos, eles espontaneamente afetarão sua comunidade, sua nação e suas instituições huma­nas. Mas todas essas ajudas são prestadas indiretamente. Não tratamos diretamente com elas.

Luz e Sal
O Senhor Jesus disse: "Vós sois a luz do mundo. Vós sois o sal da terra”. Alguns tomam essas palavras à sua própria maneira e se posicionam no sentido de sugerir que deveríamos fazer de nosso mundo um lugar mais limpo e puro.
Mas temos de perceber o que são a luz e o sal. A Bíblia mostra somente em um lugar o que é a luz. Em Efésios 5:13, ela diz: "Tudo que se manifesta é luz”.Luz é aquilo que expõe. Como cristão, ser a luz do mundo significa que você expõe as pessoas ao seu redor. Por exemplo: Se todos ao seu redor são alcoólatras e ninguém jamais se sentiu incomodado com isso, sua presença os convencerá de estarem errados. Ou talvez todos eles sejam jogadores de cartas e sejam insensíveis a isso. Sua presença os fará envergonhados. Todos ao seu redor gostam de discutir e de provocar. Mas você somente sorri para eles sem participar das suas atividades. Sua presença, então, os convencerá da corrupção deles. É isso que significa ser luz. Quando você expõe o erro deles, você é luz para eles.
Somos meramente luzes. Não estamos aqui para queimar os cassinos, prender os fora da lei e reformar a sociedade. Ser luz significa que antes os outros não conheciam o que é maligno, mas a sua presença como cristão os convence de seus vícios. A luz expõe todas as coisas.

Conservante
E o sal da terra? A função do sal é conservar coisas mortas, impedindo-as de se deteriorarem e ficarem mal cheirosas. Se você aplicar sal a algo já morto, essa coisa é preservada de posterior degradação e corrupção. Há muitíssimos objetos mortos neste mundo. Se olhar ao redor, você verá todo tipo de coisas decadentes. Elas estão ali se deteriorando. Sua presença como cristão impedirá que essas coisas se deteriorem ainda mais.
Nosso serviço não é limpar a casa, livrar o mundo de toda sua sujeira. O Senhor nunca nos comissiona para reformar a sociedade ou para mudar as instituições. Ele apenas nos dá autoridade para salvar os outros. Nós somos o sal da terra.  Estamos meramente preservando os sistemas mortos de uma maior decadência. Não temos a responsabi­lidade de reformá-los.

Salvem os Homens
O mundo é como um velho navio, construído de materiais diferentes. Há madeira e metais. Mas nenhuma peça está íntegra; todas estão corroídas. O leme soltou-se e o navio está à deriva. Há um grande buraco e ele pode afundar a qualquer momento. O tempo se esvai. Você tem de decidir se vai salvar o navio ou os homens que estão nele. Se houvesse tempo suficiente, você poderia salvar a ambos. Mas não há tempo para que ambos sejam salvos. Quem, então, você resgataria?
Nossa visão cristã é de que o navio está inutilizado. Está muito velho. Mesmo que seja salvo, não passa de sucata. O motor é um monte de ferro velho. Nenhuma parte pode ser recuperada. Assim, abandonamos o navio e salvamos apenas os homens. Tire as pessoas e descarte o recipiente. Além disso, o proprietário do nosso navio está construindo um maior, novinho em folha. É esse que esperamos. Essa é nossa atitude para com o mundo.

Novo Céu e Nova Terra
Cremos que não há absolutamente qualquer solução para os problemas dos sistemas de governos e da sociedade. A única maneira é ignorá-los. Esses problemas serão cuidados. Quando forem inaugurados o novo céu e a nova terra, a velha ordem, juntamente com todos os seus problemas, terão passado. Hoje, não cuidamos desses problemas. Somente salvamos as pessoas. Embora depois que as pessoas são salvas, a sociedade como um todo é um tanto afetada, ainda assim, nossa comissão não é salvar o mundo.

Jesus como Salvador
Vejamos novamente o Senhor Jesus. Ele nunca tocou na questão política. Havia muitíssimos israelitas que fariam jura-mento de fidelidade a Ele se Ele se proclamasse Rei. Mas Ele não aceitou assumir essa posição. Teria sido porque Ele não tinha poder para revolucionar o sistema? Teria sido porque não podia salvar Seu país? É claro que Ele podia. Mas não o fez. Ele veio salvar indivíduos, salvá-los dos pecados. Ele morreu na cruz e ressuscitou somente para nos libertar dos pecados e para nos dar uma nova vida.
A primeira vinda de Cristo foi para realizar a obra da salvação. Ela nos liberta do pecado e nos dispensa vida. Ele não participou de reformas sociais. Mas, ainda hoje, alguns O vêem como um reformador social. Entretanto, Ele jamais instigou as pessoas a reorganizarem o governo ou a armarem uma revolução.



Nenhum Interesse na Política
Certa vez, alguns judeus vieram prová-Lo. Eles pergunta­ram se era ou não correto pagar imposto a César. Os romanos eram uma nação guerreira e seu imperador era um tirano. Como Jesus lhes respondeu? "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.O que Ele queria dizer é que não estava  interessado em política. Ele removeu todas as coisas mundanas. Esse é o nosso Senhor. Se Ele quisesse derrubar o governo de Roma, não Lhe seria difícil. Mas Seus olhos não estavam nessas coisas. Ele enfatizava uma única coisa, que é crer Nele. Temos de crer Nele.
Ele disse que é o Bom Pastor que deixou noventa e nove ove-lhas no aprisco para buscar uma única ovelha que estava perdi-da. Ele é como uma mulher que tem dez peças de prata e per-deu uma. Ela acende sua candeia e procura por toda a casa até que a encontra. Ele disse que também é como um pai, que não pode descansar até que seu filho pródigo volte para casa. Seu propósito é salvar os homens. Ele não tem nenhuma outra intenção além dessa. Ele nunca tocou em problemas sociais. Seu alvo é o homem. Tudo o que Ele quer é salvá-lo e protegê-lo.

A Preocupação de Paulo
Voltemo-nos, então, para Seu apóstolo, Paulo. Que tipo de obra ele fez? Ele jamais tentou mudar a ordem social. Ele veio apenas resolver as necessidades espirituais do homem e solucionar os problemas espirituais da igreja. Ele não se preocupava com as questões políticas da época.
Naqueles dias os romanos governavam seu império com punhos de ferro. A história nos diz que eles tinham uma desumana instituição de escravidão. Não somente era legal comercializar publicamente seres humanos, como também podiam flagelar e até mesmo crucificar à vontade os escravos. Que ordenou Paulo que os cristãos fizessem? Ele disse que os escravos devem ser obedientes a seus senhores e não somente àqueles que são bons, mas também aos maus e cruéis. Paulo teria dito isso por não ter coragem de se levantar contra o sistema escravagista? Todos os que leram as cartas de Paulo concordam que se houve um homem corajoso neste mundo, além de Jesus de Nazaré, esse foi Paulo.

A Solução para Todos os Problemas
Deus, hoje, está salvando indivíduos. Quando eles são salvos, muitos outros problemas são resolvidos. Eles se resol­verão espontânea e naturalmente. No meio dos cristãos não há diferença entre judeus e gregos. Tampouco há diferença entre escravos e livres ou discriminação entre ricos e pobres. Até mesmo inimizades profundamente arraigadas entre povos e nações são dissolvidas entre os cristãos. Os judeus têm o orgulho nacionalista mais forte. Eles são o povo mais segrega­do e consideram os gentios como cães. Mas imediatamente após virem ao Senhor, eles se unem aos cristãos das demais culturas. Todas as tensões e conflitos são dissolvidos.

A Pessoa Errada
Se um cristão não conhece a ordem da obra de Deus, e abandona a obra de evangelismo para engajar-se em reformas políticas e sociais, o resultado não é simplesmente uma questão de certo e errado, é uma rua sem saída.
Todos os problemas de hoje são causados pelo fato de o homem estar fora de ordem. É pelo fato de o homem ser mau que o sistema se torna mau. E, uma vez que o homem é mau, nenhum sistema pode ser bom. Mesmo que ele seja capaz de estabelecer um sistema bom, sua natureza maligna ainda é a mesma e ele nada pode fazer. Há muitas correntes filosóficas que são elevadas e lógicas, mas, sob a mão do homem corrupto, nada podem alcançar. Por outro lado, se o homem é correto, não importa se o sistema for um pouco defeituoso. Se, todavia, o homem está errado, um bom sistema torna-se inútil. A primeira vinda de Cristo foi para proteger os homens. Sem os homens, Ele não tem como agir.

A Parábola do Mundo
Temos de ver uma passagem na Bíblia para entender como Cristo trata com o mundo. Primeiramente veremos a parábola e, então, sua explicação.
Mateus 13:24-30 diz: "Outra parábola lhes propôs, di­zendo: O reino dos céus é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se. E, quando a erva cresceu e produziu fruto, apareceu também o joio. Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio? Ele, porém, lhes respondeu: Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio? Não! replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro."
Leia os versículos 36 a 40 do mesmo capítulo: "Então, despedindo as multidões, foi Jesus para casa. E chegando-se a ele os seus discípulos, disseram: Explica-nos a parábola do joio do campo. E ele respondeu: O que semeia a boa semente é o Filho do homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno; o inimigo que o semeou é o diabo; a ceifa é a consumação do século, e os ceifeiros são os anjos. Pois, assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim será no fim do mundo" (fim do mundo - I1313-Rev.).

O Fim do Mundo
O Senhor diz que há um fim para este mundo. Que ocorrerá no fim deste mundo? Note, por favor, os versículos 41 a 43. "Mandará o Filho do homem os seus anjos que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniqüi­dade, e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça”.

Coisas que Causam Escândalos
No fim do mundo, o Senhor ajuntará do Seu reino todas as coisas que causam escândalos e os que praticam iniqüida­de. Essa é uma palavra excelente. Ele abolirá tudo o que causa escândalo. O problema racial causa escândalo. Ele será tirado. A luta pelo poder internacional também é um elemento de escândalo. Ela também será removida. Haverá somente um reino: o reino de Cristo. Não existirão mais conflitos interna­cionais. Todos os problemas que causam escândalos, como a exploração de classes e as lutas ideológicas, serão arrancados.

Coisas que Causam Iniqüidades
Isso não é tudo. Tudo o que causa iniqüidade também será removido. Você não mais encontrará mesas de jogo ou bares. Todos os canais que levam ao pecado serão varridos. Mesmo que você queira pecar, não será capaz de fazê-lo, pois todos os meios de transgressão já não existirão. Mas isso somente ocorrerá na segunda vinda de Cristo. Todos esses problemas serão então resolvidos.

Os Justos Resplandecerão
Naquela ocasião, iniciar-se-á o reino de Deus na terra. Todos os salvos tomar-se-ão justos, porque seus pecados foram tirados.  Todos esses justos resplandecerão no seu’ reino. Eles governarão nesse reino. A presença deles será como o sol, cujos raios alcançam os cantos mais longínquos e cujo poder se espalha por toda a terra. Mas tudo isso ocorrerá somente na segunda vinda de Cristo.
Não é de se admirar que você fracassará se quiser trabalhar para Cristo hoje. Somente naquele dia é que o reino da terra tornar-se-á o reino de Cristo e de Seus santos. Quando aquele dia chegar, não somente todos os vícios sociais serão varridos; o livro de lsaías nos diz que até mesmo as inimizades no reino animal serão removidas. As criancinhas poderão brincar com serpentes e os leões pastarão como as vacas. Até mesmo a natureza bestial dos animais será transformada. Tudo isso ocorrerá na segunda vinda de Cristo.

A História de uma Política Inglesa
No século passado, houve uma mulher política inglesa chamada Christobel Pankhurst. Ela era a líder do movimento pelo voto feminino. Antes da Primeira Guerra Mundial, ela fez de tudo para tentar evitar a guerra. Mas a astúcia e iniqüidade dos políticos da época logo deflagraram a catástrofe. Ela, então, esforçou-se ao máximo para tentar terminar com a guerra. Mas seus esforços foram em vão; a guerra somente terminou após quatro anos amargos. Ela pensava que se tão-somente chegasse ao poder, seria capaz de provocar reformas políticas. Mas, por fim, convenceu-se de que não há honesti­dade na política. Ser honesto jamais tornaria alguém bem-sucedido na área política. Ela passou a perder a fé nos sistemas do mundo.
Um dia, ela procurava alguns livros numa livraria de Londres e puxou de uma pilha de livros um pequeno livrete escrito por um cristão. Ele dizia que o mundo ia piorar mais e mais, sem oportunidades de melhora. A solução final somente viria quando Cristo voltasse. Ela foi totalmente capturada por essa mensagem e perguntou o preço do livro. O livreiro, sabendo que ela era uma política famosa, deu-lhe o livro de presente.
O livro havia sido publicado algumas décadas antes daquela ocasião, e seu autor já tinha morrido há muito tempo. Mas ela percebeu que aquilo que o livro mencionava sobre a situação mundial era absolutamente correto. Todos os outros livros discutiam meramente a aparência exterior, enquanto esse expunha a raiz do problema. Ele dizia que o Senhor Jesus veio a primeira vez para salvar os pecadores. A segunda vez que Ele vier, Ele mudará os sistemas políticos. O livreto também mencionava algumas profecias na Bíblia relativas ao fim do mundo. Por causa daquele livro, ela começou a ler a Bíblia e aceitou Jesus Cristo como sua Salvador e Rei. Mais tarde, ela abandonou sua carreira política e escreveu bons livros sobre a obra de Cristo e Sua segunda vinda.


Aguardando a Vinda do Senhor
O que necessitamos hoje é ser um cristão adequado. Não precisamos tentar mudar as instituições ou reformar a socie­dade. Toda nossa esperança está na vinda do nosso Senhor. Quando Ele vier, todos os problemas serão resolvidos.
Hoje, somente buscamos a Deus. Aguardamos a vinda do Seu Filho, e confiamos que naquele dia reinaremos com Ele na Sua glória.




Capítulo 15 do livro : O sentido da Vida de Watchman nee.

sábado, 21 de setembro de 2013

O quanto estamos alheios e vivemos alheios a dor do outro?



"Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade. ” (1 João 3:16-18, BEARA).


Trecho Extraído do livro “Sinais da Graça” de Phillip Yancey. Vale a pena refletir e repensar as nossa atitudes e como temos nos posicionado perante o nosso Deus e o Seu reino.

Poderíamos acreditar – alguns o fazem – que o único propósito da vida é sentir-se bem. Empanturrar-se, construir uma bela casa, curtir pratos requintados, fazer sexo, ter boa vida. É tudo o que há. Mas a presença do sofrimento complica imensamente este estilo de vida – a menos que se prefira usar viseiras (como cavalos, ou óculos escuros espelhados para que não vejam os nossos olhos).

É difícil acreditar que o mundo está aí só pra que possamos fazer festa, quando um terço da população, todas as noites, vai dormir com fome. É difícil acreditar que o propósito  da vida seja sentir-se bem, quando vemos adolescentes drogados na rodovia. Se eu tentar fugir em busca do hedonismo, o sofrimento e a morte armam emboscadas a meu redor, assombrando-me, lembrando-me de como a vida seria oca se este mundo fosse tudo o que houvesse a descobrir.

Às vezes murmurando, às vezes gritando, o sofrimento é um ‘rumor de transcendência’ dizendo que toda a condição humana é uma confusão. Algo está errado com uma vida  de guerra, violência e tragédia humana. Quem quer  se satisfazer com o este mundo, quem quer acreditar que o único propósito da vida é o prazer, deve circular com algodão nos ouvidos, pois o megafone da dor é muito alto.

É óbvio que posso voltar-me contra Deus por ele permitir tanta miséria. Em contrapartida, a dor pode levar a ele. Posso crer na garantia de Deus de que este mundo não é tudo o que existe e apostar  que ele está criando um lugar perfeito para aqueles que o seguem num planeta eivado de dor.

É duro ser uma criatura. Nós pensamos que somos suficientemente grandes para administrar nosso próprio mundo sem essas coisas confusas como a dor e o sofrimento, que nos lembra de nossa dependência. Pensamos que somos sábios o suficiente para tomar nossas próprias decisões sobre moralidade, para viver de modo correto sem o megafone da dor rompendo-nos os tímpanos. Estamos enganados, como prova a história do jardim do Éden. Um homem e uma mulher, num mundo sem sofrimento, decidiram contra Deus.
Da mesma forma, nós que viemos depois de Adão e Eva temos uma escolha. Podemos confiar em Deus. Ou podemos culpar a Deus, não a nós mesmos, por este mundo.”


O quanto estamos alheios e vivemos alheios a dor do outro? O quanto achamos que a fome é um problema do outro, motivada pela preguiça e não pela ganância de alguns? Por que existe dor? Por que existe miséria? Fome? Tudo isso, por um simples motivo, por que não olhamos o próximo como “irmão”. Podemos acreditar que até exista um “Pai”; mas não vemos o próximo como “irmão”. Enquanto perdurar em nós (que nos auto denominamos de cristãos) esta atitude; enquanto formos egoísta, mesmo compreendendo o amor de Deus, e continuarmos a ignorar o “próximo” não veremos a glória de Deus e não tornaremos Deus visível neste mundo.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Como o evangelho nos transforma?



“Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.” Romanos 1.16-17


O Evangelho é o poder de Deus para salvar e transformar vidas, somente uma compreensão e vivência do Evangelho nos levam de volta a um relacionamento perfeito com Jesus como fonte de nossa satisfação, paz, segurança e salvação momento a momento em nossa vida:

   ü O evangelho são boas novas, e não boas advertências.
   ü  Anuncia que fomos resgatados e salvos.
   ü  Anuncia aquilo que Jesus fez em nosso favor ( 2 Co 5:21)
   ü  O evangelho gera em nós uma consciência profunda da sequidão de quem somos, e uma     alegria profunda pela abundância de graça e misericórdia que chegou até a nossa vida.

Os caminhos da verdadeira vida.

A nova vida acontece de dentro para fora pela fé: Pela obra de Jesus no calvário, recebemos pela fé, em nosso coração uma nova vida. Somos transformados pela presença do Espírito Santo em nossa vida, e não por aquilo que realizamos. A expiação de Jesus é o nosso valor e não a obra de nossas mãos.
A nova vida é de esperança e não de ansiedade: pela ressurreição de Jesus, sabemos que nosso futuro está seguro nas mãos de Deus, Ele está construindo em nós sua imagem e semelhança pelo Espírito Santo, sabemos que um dia tudo aquilo que não é dEle em nossa vida será tirado, e seremos como Ele.
A nova vida acontece no servir e dar frutos e não no reinar e egoísmo: Pela encarnação de Jesus, descobrimos que Ele abriu mão de tudo que era dEle e entregou para nós tudo. Vemos que mesmo diante da morte, Ele escolheu servir e não ser servido.  Cada um de nós foi habitado por Ele para sermos como Ele em nossa família, igreja e comunidade.

Como o evangelho transforma nosso dia a dia?

Relacionamentos.

Não usamos as outras pessoas para verem quão bons que somos, e nem vejo os outros como inimigos caso haja críticas.  Sabemos dos nossos fracassos, mas também sabemos que um sangue foi derramado para perdão de nossos pecados, um amor que não tem limites para me amar, que me capacita a amar mesmo quando não acho motivos em mim para tanto. Descanso no amor de Jesus e não dos outros.

Oração.

Na religião, ela só acontece quando estou numa luta por pedidos, ou quando estou com problemas na minha vida, é mecânica e fria, usando Deus para ter as coisas de Deus. Com a graça do Evangelho, fincada na presença de Jesus em nossa vida, a vida de oração é viva e alegre, é uma busca por intimidade com Deus e adoração.

Obediência.

A obediência da religião acontece para ter as coisas de Deus, para garantir pontos com Deus e é baseada no medo e no orgulho,  medo de se sentir menor que os outros ou orgulho de ser melhor que os outros que não tem a fé que você tem. No evangelho, a obediência descansa na presença de Jesus em sua vida, ela é uma busca para ter mais e mais de Deus em sua vida.

Culpa.

Quando alguém não consegue perdoar a si mesmo é porque alguém ou alguma coisa assumiu na vida desta pessoa o papel de um deus, algo se tornou mais importante que o próprio Deus. No Evangelho, descobrimos que Jesus derramou seu sangue na Cruz para perdão dos nossos pecados, não há ofensa ou pecado que Ele não tenha levado sobre si, para nos perdoar. Há um descanso e uma segurança porque quem pode realmente perdoar a mim e a você é Deus.
O Evangelho, aquilo que Jesus fez para ter um relacionamento completo e perfeito com você muda tudo em sua vida, todas as condições de sua vida, boas ou ruins, devem ser levadas a Ele. Quando levamos tudo de nossa vida, encontramos descanso e paz para a nossa alma, e uma fonte abundante de perfeição, satisfação e segurança. 
O evangelho é aquilo que Jesus fez para ter você de volta, para habitar em você e ser a fonte de sua vida, ser a sua vida. 


“ Por causa disso, me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior;  para que Cristo habite, pela fé, no vosso coração; a fim de, estando arraigados e fundados em amor,  poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus. Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém!”  Efésios 3:14- 21

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A igreja do Senhor, o reino de Deus se expande, por uma questão de natureza e não de métodos.




Jesus afirmou: “Não há árvore boa que dê mau fruto; nem tampouco árvore má que dê bom fruto. Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto. Porque não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se vindimam uvas.” (Lucas 6:43-44, BEARA).

Pedro escreveu: “Visto como, pelo seu divino poder, nos tem sido doado todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude, pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis coparticipantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo,” (2 Pedro 1:3-4, BEARA)

O aspecto fundamental que precisamos ter entendimento e assim, realizarmos a revolução de Deus neste mundo, não é uma questão de religião, nem de nossa própria força, e muito menos de ação de marketing. A igreja do Senhor, o reino de Deus se expande, por uma questão de natureza e não de métodos. O entendimento que precisamos ter é que se trata de natureza, da fonte, da origem. E não de métodos, esforço próprio, ou aparência; mas simplesmente, de deixar fluir o que de fato somos. Ter o entendimento que fomos regenerados, que fomos feito nova criatura, que recebemos da natureza de Deus, recebemos da vida de Deus, que fomos feito filhos; então não nos resta opção que não seja viver segundo esta natureza.

Tendo a natureza de Deus, tendo sido capacitados não nos resta outra maneira de viver que não seja segundo esta. Se morremos para o pecado, com Cristo Jesus, por que desejamos e continuamos a viver em pecado? Não faz sentido, isto não faz parte da natureza divina que recebemos no novo nascimento.

Se rejeitamos tudo que seja da natureza humana, e deixamos a natureza divina fluir em nós e através de nós, então que tipo de frutos manifestaremos? Frutos do pecado? Não. Quem vive segundo a natureza de Deus, crescendo e amadurecimento, santificando o seus atos, continua a viver em pecado? Não. Isto quer dizer que não mais irá pecar? Não. Enquanto neste corpo iremos pecar; pois a medida que compreendemos o propósito e o querer de Deus, nós identificamos áreas de nosssa vida que precisam ser transformadas. O que difere não é a questão de cometer pecado; mas continuar ou não a cometer o pecado. Se temos conhecimento que algo desagrada a Deus e insistimos em viver e fazer daquela daquela forma, nós estamos vivendo uma vida segundo a natureza divina? Não.

Se temos a natureza de Deus, temos que rejeitar toda obra da carne, todo pensamento humano, todos os frutos da carne, e andar segundo o Espírito, andar no Espírito. Para poder revelar a vida de Deus, isto, precisamos entender, não depende de nós; mas sim, de termos uma vida debaixo da dependência, do fluir da vida de Deus em nós e através de nós. Se rejeitamos esta dependência, se quisermos andar por nossa própria sabedoria; então deixamos de andar no Espírito, e passamos a viver na carne, pela natureza humana.

Quem é de Deus, precisa se esforçar no processo de santificação, para que as nossas vidas glorifiquem a Deus, e revelem em nossos atos o Deus que servimos. Conforme está escrito: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.” (Gálatas 5:22-25, BEARA).

Por isso precisamos refletir que natureza temos revelado em nosso dia a dia? Divina? Ou humana?


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Felizes os que confiam no Senhor





“Ó Senhor Todo-Poderoso, como são felizes aqueles que confiam em ti!” 
(Salmos 84:12, NTLH)


O que é confiar no Senhor? Por quê ser feliz? Aqueles que confiam no Senhor têm tudo correto em suas vidas e não possuem problemas e dificuldades no dia a dia? São Pessoas sem problema?

Precisamos compreender que quem confia em Deus, não é uma pessoa sem problema, não é uma pessoa que não tem ou não passa por dificuldades. Esse é o primeiro mito, a primeira mentira que precisamos tirar de nossas mentes. Isso vem do diabo que é o enganador dos filhos de Deus. Nossa natureza humana deseja conforto, segurança e uma vida sem problema e dificuldade. E isso é algo que não acontecerá enquanto estivermos nessa terra, nesse corpo. O causador de todo o problema, de toda a dificuldade é o pecado. Nele encontramos a raiz de todo o mal. A questão fundamental de tudo isso é: como um filho de Deus deve olhar os problemas e as dificuldades pelas quais passa?

Tendo o princípio básico mencionado anterior em mente, ou seja, não existe vida sem problema; devemos, agora, olhar nossas vidas, nós que somos filhos de Deus, nós que entregamos os nossos corações a Jesus, para Ele ser Senhor e Salvador, sobre outra perspectiva. Devemos olhar as nossas vidas sobre a perspectiva de Deus, sobre os olhos de filhos de Deus e o que Ele prometeu aos seus filhos.
Precisamos como filhos, ante de mais nada, conhecer as promessas de Deus para nós; pois quando conhecemos as suas promessas, então aprendemos a confiar, a ter fé, a ter a convicção do que Deus está falando. E por Ele ter falado não existe motivo para duvidarmos. Então, antes de mais nada, precisamos de fé, e a fé vem pelo ouvir da mensagem de Cristo. Não existe fé em Deus sem conhecer as suas promessas, ou seja sem conhecimento da palavra de Deus.

Ao ter conhecimento das promessas, ao compreender como um filhos deve viver, nós nos colocamos diante da face do Pai com um só propósito: viver segundo o coração de Deus. Nos propomos a fazer isso, pois aprendemos, conforme sua palavra, que Ele nos deu tudo que precisamos, Ele nos fez co-participante de sua natureza divina, no novo nascimento. A santificação não é uma imposição, mas um caminho normal para os filhos de Deus, para serem expressão de Deus nesta terra e para santificar vidas.
Compreendemos também, que Deus conhece cada desejo do nosso coração, Ele conhece cada fio de cabelo e nem um cai, sem o seu conhecimento. Compreendemos também, que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. Tudo em nossas vidas, os momentos felizes, os infortúnios, o desemprego, as perdas de familiares, amigos, as doenças em nossas vidas, ou nas vidas daqueles que amamos não são motivos de desespero, ou de infelicidade, mas motivo de alegria; pois todas as coisas que nos ocorrem são para o bem, para o nosso bem, e para o bem do reino de Deus.

Por isso, os filhos de Deus, nós que conhecemos de sua vontade, não temos motivos para lamentar, para reclamar, mas para alegrarmos, pois o Pai nos ama, e cuida de nós, e pelo fato do Pai cuidar, podemos descansar nele, mesmo que o mundo a nossa volta esteja desmoronando, nós como  filhos confiamos nele, e sabemos que Ele sabe de todas as coisas. E por saber de todas as coisas, o seu plano é perfeito e é o melhor para o seu reino. Nós filhos, somos felizes, mesmo que aos olhos do mundo tenhamos motivos para não, porque conhecemos e confiamos no Senhor, pois sabemos do seu amor.

sábado, 17 de agosto de 2013

Construindo pontes de relacionamento




Tem uma frase de George Herbert, que li no livro “Maravilhosa Graça” de Philip Yancey, que diz: “Aquele que não pode perdoar destrói a ponte sobre a qual ele mesmo tem de passar”. Paulo afirmou na carta aos romanos:

“Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos. Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” (Romanos 12:16-21, BEARA).

Nós somos seres que necessitam de relacionamento, de aprofundar laços de união. Não adianta acharmos que podemos viver sozinhos, isolados. Nós, homens, não fomos feito para vivermos isolados e separados. Precisamos nos completar, e nos completamos com Deus, com outras vidas que nos ajudam, que fazem parte do nosso dia a dia. Agora, o que nos faz aproximar ou nos afastar das pessoas? O que nos faz construir ou destruir relacionamentos?

O orgulho, o ódio, a falta de perdão, a arrogância são todas originadas na natureza humana, fortes, sim, muito, que nos dominam e nos subjugam e nos levam a afastar das pessoas. Na nossa arrogância, no nosso orgulho, achamos que estamos tomando a decisão certa. Mas estes sentimentos são contrários a natureza de Deus. Estes sentimentos não nos aproximam das pessoas, sim nos isolam.

Devemos, se desejamos, ser imitadores de Deus, agirmos e decidirmos por agir da mesma maneira que Ele agiu com relação a nós. Quem foi ofendido? Quem foi traído? Quem traiu a confiança quando Deus nos colocou no Jardim no Éden?

Nós, quando na pessoa de Adão e Eva comemos do fruto do conhecimento do bem e do mal, o único que Ele afirmou que não poderíamos comer. O que fez o homem fazer isso? O orgulho, a cobiça, o querer ser igual a Deus! Mas o que faz Deus?

Nós que pela nossa desobediência, fomos separados da vida de Deus, nós que estávamos mortos, condenados e escravos do pecado, o que Deus faz? Nos condena? Não, revela a sua graça, seu amor e o seu perdão? Ele o ofendido, se move em direção ao ofensor? Condena? Não, revela perdão, revela a condição para a reconciliação!!

O que fazemos nos nossos relacionamentos? O que fazemos em nosso casamento? Se somos o ofendido? Buscamos a reconciliação, oferecemos o perdão, com uma atitude de união? Não, na maioria das vezes, deixamos o orgulho nos dominar, o ódio nos levar e não somos capazes de nos mover na direção daquele que nos ofendeu, oferecendo a condição de reconciliação; porque o orgulho não nos deixa fazer isso. Quando fazemos assim, então é verdade, estamos destruindo as pontes que nos unem, que nos mantém juntos.


Precisamos, aprender com o nosso  Deus, estabelecer pontes de união. Mesmos para quem não merece, oferecer o perdão, oferecer a paz, o perdão, ao invés de ódio. Quando fazemos assim, quando nos movemos em direção as pessoas com o perdão, então, estamos construindo, estabelecendo pontes e pontes cada vez mais robustas e fortes para um verdadeiro relacionamento de amizade, de união de forma que o Senhor Jesus seja louvado e glorificado através de nossas vidas. Quando construímos relacionamentos com base no perdão, estamos fortalecendo os laços de amizade e união.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Mas o que significa "Jesus entrou no meu coração"?





“Jesus entrou no meu coração” e “Jesus limpou meu coração” são ideias comuns em canções  evangélicas de hoje.  Mas poucos entendem o que está por trás de frases assim. Num mundo que se distancia cada vez mais de tudo o que a Palavra de Deus ensina, o Evangelho tem se resumido a um conjunto de sentimentos momentâneos de uma rasa religiosidade Ocidental. Falta estudo da Bíblia e falta a compreensão do que é o coração humano. O resultado é gente convidando Jesus para entrar em um “lugar” desconhecido e limpando uma suposta parte do corpo que não tem significado algum.

O coração é o centro de controle do Homem, de onde “depende toda a sua vida” (Pv 4.23). É lá que residem os pensamentos, intenções, crenças, desejos e atitudes. Esse centro do controle do homem também é chamado de mente, alma e espírito no Novo Testamento. De uma certa forma, são todos termos sinônimos, ou melhor, intercambiáveis. Ou seja, o coração faz referência ao homem interior como um todo. Tudo o que não pertence à composição física do homem faz parte do centro de controle, que é o homem interior .

“Porque o coração deste povo está endurecido, e ouviram de mau grado com seus ouvidos, e fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, e ouçam com os ouvidos, e compreendam com o coração, e se convertam, e eu os cure.” Mateus 13:15

Uma análise de diversas passagens bíblicas aponta o coração como centro de controle em três áreas principais: intelecto, afeição e vontade.

Primariamente, o coração refere-se ao intelecto, que inclui pensamentos, crenças, lembranças, juízos, consciência e discernimento.  (1 Rs 3.12; Mt 13.15; Mc 2.6; Lc 24.38; Rm 1.21; 1 Tm 1.5).

Outra parte do centro de controle do homem é composta pelas afeições, que incluem os sentimentos e emoções  (Dt 28.47; 1 Sm 1.8; Sl 20.4; 73.7; Ec 7.9; 11.9; Is 35.4; Tg 3.14;).

 E, a terceira área do coração é a vontade. A vontade é o aspecto da parte da pessoa interior que escolhe ou determina ações (Dt 23.15-16; 30.19; Js 24.15; Sl 25.12).

Porém, essas três “frentes” do coração não devem ser encaradas como entidades distintas e isoladas. O homem interior não deve ser visto exclusivamente debaixo de suas divisões funcionais, mas na sua unidade de essência. Intelecto, afeição e vontade trabalham em cooperação mútua e não existem isoladamente. O coração é como um diamante com facetas distintas, chamadas de intelecto, afeição e vontade. Porém, todas fazem parte da mesma preciosidade: o coração. Portanto, a dinâmica do centro de controle humano envolve o pensamento como orientador do juízo de valores, que alimenta o desejo. Por sua vez, o desejo é resultado do direcionamento da vontade. E a rede de valores e desejos alimentam as afeições, que influenciam nas decisões. Essa é uma dinâmica tão difícil de descrever quanto de separar suas partes.

Seja como for, tudo o que é estudado com relação às diversas áreas da vida deve ser aplicado ao nível do coração, pois ele representa quem o homem verdadeiramente é (Pv 27.19). Meras mudanças comportamentais não irão promover transformação genuína na vida de ninguém. A transformação que agrada a Deus deve acontecer no nível do coração, é lá que está o real problema e o centro de controle de todo o homem. Somente um coração transformado pela graça de Cristo pode cumprir o propósito original da criação.

A implicação da definição bíblica do coração é que todo e qualquer problema do Homem está relacionado ao coração. Todos os dias, o Homem deve escolher a quem irá amar mais: Deus ou a si mesmo. Somente o Espírito Santo através da Palavra de Deus pode revelar a verdade por trás de decisões tomadas no coração humano (Hb 4.12).Então, “Jesus entrou no seu coração”? “Jesus limpa seu coração”? Em outras palavras, quem está no comando? O Senhor Jesus é Senhor sobre seus pensamentos, seus desejos e suas afeições? Santificação progressiva é uma realidade no nível de seu intelecto, vontade e emoção ou apenas uma doutrina na Teologia Sistemática da sua estante?

 (artigo originalmente postado no blog da Editora “Tempo de Colheita”com o título de “Centro de Controle”)