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sábado, 21 de setembro de 2013

O quanto estamos alheios e vivemos alheios a dor do outro?



"Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãosOra, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade” (1 João 3:16-18, BEARA).


Trecho Extraído do livro “Sinais da Graça” de Phillip Yancey. Vale a pena refletir e repensar as nossa atitudes e como temos nos posicionado perante o nosso Deus e o Seu reino.

Poderíamos acreditar – alguns o fazem – que o único propósito da vida é sentir-se bem. Empanturrar-se, construir uma bela casa, curtir pratos requintados, fazer sexo, ter boa vida. É tudo o que há. Mas a presença do sofrimento complica imensamente este estilo de vida – a menos que se prefira usar viseiras (como cavalos, ou óculos escuros espelhados para que não vejam os nossos olhos).

É difícil acreditar que o mundo está aí só pra que possamos fazer festa, quando um terço da população, todas as noites, vai dormir com fome. É difícil acreditar que o propósito  da vida seja sentir-se bem, quando vemos adolescentes drogados na rodovia. Se eu tentar fugir em busca do hedonismo, o sofrimento e a morte armam emboscadas a meu redor, assombrando-me, lembrando-me de como a vida seria oca se este mundo fosse tudo o que houvesse a descobrir.

Às vezes murmurando, às vezes gritando, o sofrimento é um ‘rumor de transcendência’ dizendo que toda a condição humana é uma confusão. Algo está errado com uma vida  de guerra, violência e tragédia humana. Quem quer  se satisfazer com o este mundo, quem quer acreditar que o único propósito da vida é o prazer, deve circular com algodão nos ouvidos, pois o megafone da dor é muito alto.

É óbvio que posso voltar-me contra Deus por ele permitir tanta miséria. Em contrapartida, a dor pode levar a ele. Posso crer na garantia de Deus de que este mundo não é tudo o que existe e apostar  que ele está criando um lugar perfeito para aqueles que o seguem num planeta eivado de dor.

É duro ser uma criatura. Nós pensamos que somos suficientemente grandes para administrar nosso próprio mundo sem essas coisas confusas como a dor e o sofrimento, que nos lembra de nossa dependência. Pensamos que somos sábios o suficiente para tomar nossas próprias decisões sobre moralidade, para viver de modo correto sem o megafone da dor rompendo-nos os tímpanos. Estamos enganados, como prova a história do jardim do Éden. Um homem e uma mulher, num mundo sem sofrimento, decidiram contra Deus.
Da mesma forma, nós que viemos depois de Adão e Eva temos uma escolha. Podemos confiar em Deus. Ou podemos culpar a Deus, não a nós mesmos, por este mundo.”


O quanto estamos alheios e vivemos alheios a dor do outro? O quanto achamos que a fome é um problema do outro, motivada pela preguiça e não pela ganância de alguns? Por que existe dor? Por que existe miséria? Fome? Tudo isso, por um simples motivo, por que não olhamos o próximo como “irmão”. Podemos acreditar que até exista um “Pai”; mas não vemos o próximo como “irmão”. Enquanto perdurar em nós (que nos auto denominamos de cristãos) esta atitude; enquanto formos egoísta, mesmo compreendendo o amor de Deus, e continuarmos a ignorar o “próximo” não veremos a glória de Deus e não tornaremos Deus visível neste mundo.

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